Balanço do PubhD 2016/17

Trinta oradores, quinze áreas de investigação e 900 minutos de ciência nos bares de Évora. Antes de dar o pontapé inicial no novo ano lectivo, que tal dar uma espreitada no que já aconteceu até aqui?

Comecei a organizar o PubhD em Évora com o objectivo de criar mais uma rota de fuga para que a ciência saltasse os muros da Universidade e encontrasse o mundo. Há tanta coisa interessante a ser feita, tantos jovens investigadores entusiasmados. Porquê não levá-los a um bar para falar daquilo que os apaixona?

A principal dificuldade foi (e continua a ser) encontrar oradores. Eu não pensava encontrar tantas pessoas reticentes em apresentar os seus trabalhos. Em público? Num bar? Consegui convencer uns, outros não. Bati na porta de alguns doutorandos e professores. Recebi mensagens de pessoas interessadas em participar. Umas vieram, outras desistiram no caminho. O mais importante é que quem participou adorou a experiência.

Duas preocupações nortearam as escolhas dos oradores: equilibrar o número de homens e mulheres, e diversificar as áreas temáticas. O primeiro objectivo foi cumprido. O segundo mais ou menos… e ainda há muitos doutoramentos na Universidade de Évora por explorar!

Fica aqui então um resumo numérico dos primeiros 10 PubhD em Évora, que aconteceram entre Junho de 2016 e Junho de 2017.

 

Que novidades temos para 2017/18?

Organização

Como estou a entrar na fase final do meu doutoramento, recrutei duas colegas para ajudar na organização. A Sílvia Arantes esteve presente desde o primeiro PubhD de Évora e foi oradora em Dezembro de 2016. A Mariana Soler chegou a Évora no início do ano e foi oradora do PubhD em Maio de 2017. A nossa ideia é dinamizar mais a comunicação, fazer uma busca mais intensiva por oradores e partir do PubhD para colocar em prática outras ideias de divulgação científica.

Local

Amanhã, 29 de Setembro, o PubhD de Évora vai experimentar uma nova casa, a Taberna Mojo. Foi escolhida com carinho e a pensar na boa dinâmica do evento.

A convite da Fundação Eugénio de Almeida, em Outubro vamos sair do bar para o Fórum para uma sessão especial. Mais notícias em breve.

Oradores

Estamos abertos a quem quiser apresentar a sua investigação durante o ano lectivo 2017/18. Basta enviar um email para evora@pubhd.org

Também podem acompanhar as nossas actividades através da página do PubhD de Évora no Facebook.

 

Nos vemos no próximo PubhD!

Natália Melo

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5º PubhD Évora: Biologia | História e Filosofia da Ciência | Ecologia Aquática

Évora recebe o 5º PubhD e esperamos mais uma noite de sala cheia e muita conversa sobre ciência. Será no dia 17 de Novembro, às 21 horas, no Horas Incertas Bar (Rua Serpa Pinto, 141). Os estudantes Pedro Salgueiro, Quintino Lopes e Cátia Pereira aceitaram o desafio e trazem para a conversa os seus temas de investigação. Juntos terão meia hora para apresentar os seus projectos de doutoramento e submeter-se a uma hora de conversa com o público.

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É possível tornar a exploração dos recursos naturais mais sustentável?

Num mundo cada vez mais humanizado, os conflitos entre a exploração dos recursos naturais e a conservação da biodiversidade são cada vez mais frequentes. As alterações nos usos do solo, por exemplo, provocam muitas vezes a perda de habitat, com impactes na comunidade de organismos que dele dependem. Quais as consequências destas alterações sobre os organismos? Como podemos mitigar estes efeitos? Será possível encontrar formas de tornar a exploração de recursos mais sustentável?

Pedro Salgueiro é doutorando em Biologia pela Universidade de Évora e explora estas questões usando como exemplo as comunidades de aves.

Qual o papel do Estado Novo na ciência portuguesa?

Acreditas que Portugal teve cientistas que trabalharam com a Marie Curie? Que publicaram livros em colecções onde também publicou Einstein? E que teve laboratórios onde se especializaram investigadores da Universidade de Harvard (EUA)?

Quintino Lopes é doutorando em História e Filosofia da Ciência na Universidade de Évora e vem nos falar sobre esse Portugal que existiu nos anos 30 do século XX e do papel do Estado (Novo) nessa realidade.

Como as alterações climáticas influenciam a interacção entre organismos aquáticos?

O estudo das redes tróficas tem como principal desafio a capacidade de recolher dados sobre as interacções dos organismos, limitada pela nossa habilidade de observar tudo o que acontece entre os diferentes níveis tróficos. No entanto, a recolha de ADN de amostras ambientais (eDNA) permite determinar a presença de espécies, mesmo que com baixas abundâncias, e identificar de forma mais precisa todos os componentes da comunidade.

Cátia Pereira é doutoranda da Universidade de Copenhaga e está a utilizar um sistema de charcas artificiais para optimizar a abordagem de eDNA para a reconstrução de redes tróficas aquáticas e medir as respostas destas redes às alterações climáticas, através da simulação de aquecimento, cheias e seca.

4º PubhD Évora | Engenharia Aeroespacial, Sociologia e Ciências Agrárias

O nosso próximo encontro será no dia 20 de Outubro, às 21h, no Horas Incertas Bar.

No mês passado tivemos a casa cheia e a expectativa para o 4º PubhD de Évora aumenta. Da Terra ao Ar, vamos continuar as nossas conversas sobre ciência.

Começaremos com a optimização de aviões, desceremos à terra para pensar sobre o papel do boato na sociedade e por fim voltaremos atenção ao solo e à produção de morangos.

engaeronauticaE se pudermos alterar a forma de um avião?

Imagina que podemos otimizar a forma de um avião e com isso o seu desempenho para uma determinada missão, tendo em conta aspetos aerodinâmicos, estruturais, propulsivos e de estabilidade de voo. Imagina um avião cujas asas podem ser aumentadas e diminuídas de acordo com as necessidades. Um mesmo modelo poderia assim voar mais rápido ou mais devagar, mais alto ou mais baixo, dependendo da necessidade. Imagina que podíamos mudar a forma do avião para fazer com que aguentasse mais ou menos peso…

O Pedro Albuquerque é Engenheiro Aeroespacial, doutorando da Universidade da Beira Interior, e desenvolveu um modelo que permite projectar mudanças na geometria dos aviões para adaptar um mesmo modelo a diversas situações.

Quem conta um conto aumenta um ponto?         Sociologia

Os boatos costumam fazer parte da sociedade, mas não costumamos refletir muito sobre este fenómeno e as suas consequências… O João Pulquério investigou o boato em pequenos grupos profissionais (enfermeiros, técnicos superiores e professores universitários) para perceber o seu papel em termos do binómio inclusão/exclusão.

O que é o boato? Em que lugares surge? Quais as suas causas, funções e consequências? Estas são algumas das questões que o João tentou responder na investigação que fez no âmbito do mestrado em Sociologia.

cieagrarias                                                       Que tal um morango?

Ele é o galã das publicidades envolvendo frutas. São poucas as pessoas que não apreciam. Normalmente, as crianças adoram… mas, qual a importância de nutrir este fruto que nos nutre? Qual a importância dos elementos minerais para os morangos? Será o cálcio o responsável pela sua firmeza? Será o potássio responsável por aquele sabor maravilhoso? Será que existe interacção ou competição entre estes dois elementos quando absorvidos pelas plantas? Existe maneira de promover um equilíbrio entre esses minerais no morangueiro?

Camila Tufik está a tentar responder estas e outras questões relacionadas à nutrição da cultura do morango, com a finalidade de produzir frutos de alta qualidade no que diz respeito ao sabor e aparência e com maior durabilidade após a colheita.

 

Esperamos por ti!

Horas Incertas Bar | Rua Serpa Pinto. Nº 141 | Évora

20 de Outubro

21:00-23:00 horas

2º PubhD Évora: Biologia, Ciências da Informação/Documentação e Sociologia

Será no dia 21 de Julho, às 21 horas, no Horas Incertas Bar. Évora recebe o 2º PubhD e esperamos repetir o sucesso de Junho: sala cheia e muita conversa sobre ciência.

2ndPubhDJulho

Para quê queremos saber dos carabídeos?

Biologia

Amália Oliveira fez um exaustivo inventário deste grupo de escaravelhos na Rede Natura 200o da Serra de Monchique. Ela vai contar histórias da serra, a importância dos escarabídeos como indicadores biológicos e apresentar uma nova espécie, descoberta por ela. Que nome terá uma espécie tipicamente alentejana?

Amália é aluna do doutoramento em Biologia da Universidade de Évora e está quase a defender a sua tese.

 

Como aproximar a História do público

utilizando ferramentas digitais?

CienciaInformação

Nicola Schiavottiello está a tentar compreender como os museus do Alentejo utilizam ferramentas digitais no processo de interpretação do património cultural para o público. O objectivo do projecto é capacitar historiadores, arqueólogos, curadores e intérpretes com um novo ambiente de trabalho virtual, que sirva de ponte entre os resultados de investigações históricas e arqueológicas e a visualização digital final para público.

Nicola é aluno do doutoramento em Ciências da Informação e Documentação da Universidade de Évora.

 

Precisamos de um trabalho e dinheiro

para sermos considerados adultos?

Sociologia

Filipa C. Cachapa está a estudar a transição para a vida adulta, em contextos de crise. Hoje em dia, vivemos momentos de crise económica e ao nível do mercado de trabalho. Isto dificulta a vida de todos, mas principalmente dos jovens que procuram emprego e uma forma de se tornarem adultos independentes e autónomos. Qual é o papel social do dinheiro? Filipa entrevistou 56 estudantes universitários em Portugal e em Itália para descobrir como é que os jovens se tornam independentes.

Filipa está a fazer o doutoramento em Sociologia no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e quer explicar o que significa ser adulto nos dias de hoje.

 

1º PubhD de Évora: Bioquímica, Gestão e Ciências da Terra

Em Junho o PubhD chega à Évora e vamos andar entre o laboratório e a gestão empresarial, terminando com uma viagem aos Açores e seus sismos.

Três investigadores de doutoramento vão explicar a sua investigação num bar em troca de uma ou duas bebidas. As apresentações são ao nível de uma conversa de bar, acessíveis a qualquer pessoa.

1stPubhDJunho

Mara Silva (Bioquímica) está a estudar como alguns compostos produzidos por bactérias podem contribuir para salvaguarda do património cultural.

O nosso património está sucessivamente a ser alvo de múltiplas alterações tanto do ambiente como de microrganismos que se desenvolvem nos mesmos. É preciso encontrar forma de eliminar esses microrganismos que provocam alterações nas obras de arte, sem provocar danos ao bem patrimonial, às pessoas, ou ao ambiente. A Mara está em busca deste produto novo, de origem natural, pouco tóxico para o ser humano e biodegradável

Ricardo Marino (Gestão) está a estudar o efeito dos mecanismos de governação no desempenho e no risco das empresas europeias cotadas em bolsa.

O trabalho do Ricardo parte do pressuposto que a forma como se organiza o conselho de administração e outros mecanismos de governação das empresas pode influenciar a capacidade da empresa fazer face às exigências da sua atividade, considerando os interesses dos acionistas mas, também, de outras partes como é o caso dos trabalhadores.

João Fontiela (Ciências da Terra) está a estudar a perigosidade sísmica no Concelho da Praia da Viória – Açores.

O objectivo do trabalho do João é avaliar a exposição do concelho aos perigos sísmicos. Devido à origem vulcânica das ilhas açoreanas ocorrem fenómenos de amplificação da onda sísmica, que se traduzem no aumento dos danos no edificado durante um sismo. A par desse fenómeno é necessário estimar qual é a probabilidade de ocorrer outro sismo com características destruidoras.

 

O 1º PubhD de Évora será no Horas Incertas jazz club, no dia 16 de Junho, às 21h.

Agradecemos que confirme a sua presença na página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1731977603745258/

 

Se quiseres explicar o teu doutoramento num dos próximos eventos PubhD de Évora, ou tiveres questões, envia um email para evorapubhd@gmail.com